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  • Carta da Presidente Interina do Estado de Israel e Presidente do Knesset (Parlamento) na ocasião do Yom Hashoah - Abril de 2007

    Caro(a) amigo(a),

    Neste ano, o Yom Hashoah será dedicado à testemunhos, “Para que as gerações futuras saibam” (Salmos 78:6).

    Os registros e testemunhos foram recolhidos, através de cartas, diários e desenhos, e pedaços de papel velho escondidos durante a Shoá (Holocausto), que registraram a terrível dor e sofrimento. Os sobreviventes, o She’erit HaPleta, sentiram a necessidade urgente de descrever em prosa e verso, o que eles passaram durante aqueles anos terríveis na Europa, do seu próprio ponto de vista. Estes testemunhos e documentos, fornecem um valioso insight sobre aqueles anos terríveis durante os quais o povo judeu perdeu um terço de sua população.

    Há duas lições principais a serem aprendidas da história do Holocausto. A primeira é a necessidade vital de um estado judaico forte. Como os fundadores do Estado de Israel observaram na Declaração de Independência, o Holocausto mostrou claramente a necessidade de restabelecer o povo judeu em um estado judeu em sua terra natal. De fato, o Estado de Israel estabelecido apenas 36 meses após o final do Holocausto, é a melhor garantia de que o Holocausto nunca será repetido. No novo Estado de Israel nós erguemos, junto com os sobreviventes, o Sukkat David (Tabernáculo de Daví) caído, como profetizado pelo Profeta Amós, e estabelecemos um estado judaico democrático comprometido com a dignidade humana e a liberdade. Esta é a segunda lição a ser aprendida com o Holocausto. Devemos providenciar para todos, independente de sua raça, religião ou sexo, a proteção do estado e os direitos humanos fundamentais, e devemos buscar a eliminação total do racismo ou anti-semitismo em qualquer forma através do mundo. Todos esses princípios são uma parte integral da ideologia básica do Estado de Israel.

    Quando olhamos para trás e vemos o que o estado judaico conseguiu nestes cinquenta e nove anos de existência, nossos corações se enchem de orgulho. Quando revemos o caminho que trilhamos, caminho esse pavimentado com guerras e lutas existenciais desde o Holocausto, podemos conseguir força e encorajamento e talvez um pouquinho de conforto.

    No Yom Hashoah, nós nos lembraremos, tanto no Estado de Israel, como nas comunidades judaicas ao redor do mundo, que “Há um nome para cada pessoa”. Nós nos lembraremos de que muitas das vítimas morreram não deixando parentes ou amigos para recordarem sua memória.

    É nosso dever nacional e pessoal lembrarmos de cada mártir. Yehi zichram baruch - Que sua memória seja uma bênção e que continue por toda a eternidade.

    Dalia Itzik
    Presidente Interina do Estado de Israel e Presidente do Knesset (Parlamento)